O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais comprometidos com as causas dos excluídos.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Ecos do Grito nº 183
ECOS DO
GRITO
Informativo
nº. 183
–
Novembro/2012
“Queremos um Estado a serviço da nação, que garanta
direitos a toda população!”
Olá companheiros/as que animam o Grito dos/as
Excluídos/as!
Continuamos a socialização das noticias
que estão chegando à secretaria, dos gritos acontecidos pelo Brasil.
Ecos de Gritos da região NORDESTE – quinta parte
Fortaleza/CE: Dia 07/09, a
concentração do Grito teve início às 9h30, na Praça do Cearte, entre a Av. Santos Dumont e
a Rua Carlos Vasconcelos, iniciaram o momento orante com
acolhida e mistica, cerca de 4500 pessoas, sairam em caminhada pelas ruas de
acesso à Beira Mar, passaram em frente ao palanque das autoridades no final do
desfile oficial, mas as autoridades tinham ido embora. Com alas das temáticas
realizaram atos em defesa da moradia, do
trabalho e geração de renda, da segurança, alternativas de trabalho, lazer e
educação para os jovens, saúde, também ocorreram protestos contra as grandes
obras da Copa 2014 que vem desalojando muitas famílias em Fortaleza. Protestos
contra o Estado excludente e violento. Reivindicação por um Estado democrático
e promotor da Justiça Social. Os jovens e adolescentes, pediram por uma
politica de educação mais eficiente, pintaram seus rostos com as cores
vermelho, verde, azul, amarelo e branco, que representam os cinco continentes.
Houve ampla participação dos movimentos e pastorais sociais, destaque para a
participação popular e das comunidades. Depoimentos: Elisa do Nascimento,
catequista da paróquia N. S. de Salete: “Meu grito é de indignação. Eu clamo
por uma saúde de qualidade”. Rita Cássia Aguiar, agente pastoral, disse: “A
comunidade do Barroso está precisando de mais segurança, além de educação e
saúde. Essa manifestação é para mostrar que o povo não está de acordo com essa
política”.
Maria Clara,
estudante, 17 anos, considerou importante esse tipo de mobilização. “Nós
devemos ser agentes de mudanças. O povo passivo se constitui na principal arma
da corrupção”.
vídeo: http://youtu.be/1OZuDiKtJGY
Teresina/PI: Dia 07/09,
às 7h, celebração na Praça Rio Branco, onde aconteceu acolhida e
mística, leitura e reflexão da realidade sobre temas do Grito deste ano, são
eles: onde estão nossos direitos? Estado e saúde pública; drogas: sociedade
adoecendo; Violência contra a mulher; Juventudes: Exclusão social e violência.
No momento penitencial, as pessoas entram carregando símbolos: Mãe Terra –
símbolo: balaio grande com terra e sobre ele o globo; Saúde – símbolo: jaleco
ou estetoscópio ou maleta de primeiros socorros; Seca com venda e compra de
votos – símbolo: 8 potes com água representando as 8 dioceses que sofrem com a
seca; Justiça Social – símbolo: vela ou uma pessoa caracterizada maltrapilha
suja, com vestes amassadas, rasgada e tarjetas com palavras: fome, injustiça,
preconceito, negação de direitos, violência e outras; Educação – símbolo:
professor com faixa escrito greve ou a frase: Mesmo sem Greve a realidade da
educação continua GRAVE ou um grupo de 5 pessoas caracterizadas (operário,
domestica, professora(o), etc) simbolizando as classes de trabalhadores(as)
trazendo uma faixa: Queremos um Estado, que respeite a vida, o trabalho e a
cidadania de todas as classes trabalhadoras!. Cada símbolo foi um pedido de
perdão.
Após a celebração se concentraram em frente ao
Tribunal Regional Eleitoral onde sairam em caminhada para a Av. Frei Serafim,
passando pela Av. Marechal Castelo Branco onde caminharam no lado oposto ao
desfile oficial. Houve manifestação forte das pastorais e movimentos sociais
com ampla participação popular. Realizaram momento de denúncia (O Estado que
temos), fizeram uma apresentação com a música o rato roeu, foi apresentada de
forma lúdica com pessoas vestidas de ratos usando palavras que indicam a ausência
de direitos e reivindicando melhorias nas áreas da segurança, saúde (mulheres,
gestantes, crianças, cadeirantes, cegos), educação, saneamento básico, água,
energia elétrica, moradores de rua e juventudes. E um protesto contra a
corrupção e Uma das bandeiras durante o desfile foi à denúncia feita pela
Cáritas Brasileira, sobre a troca de votos por água no interior do estado. E
momento de anúncio (o Estado que queremos), com a música Viva o povo
brasileiro, usada para representar os direitos e políticas públicas para as
mulheres e jovens na perspectiva da segurança e qualidade de vida, o direito á
saúde pública e a educação gratuita e de qualidade. No inicio da manifestação a
PM não queria deixar o grito passar com 2 carros de som.Depois de muita
negociação a avenida foi liberada. A manifestação foi muito forte e bonita com
a participação de cerca de aproximadamente 500 pessoas. Depoimento Carlos
Humberto Campos, coordenador da cáritas: “Não
troque seu voto por Água”. Ele afirma que há denúncias dessa prática em Picos,
Oeiras e São Raimundo Nonato. “Esse ano, um dos focos do Grito dos Excluídos é
a seca. Um milhão de pessoas no Piauí estão sem água e alimento. Ainda há
comunidades que vendem seu voto por água. É uma vergonha”.
São Luis/MA: Dia 07/09, a concentração foi no Largo de São Pedro, bairro
Madre de Deus, cerca de 200 pessoas, sendo operários, padres, freiras,
jornalistas, sindicalistas, artistas, professores, militantes de
movimentos sociais, partidos políticos e estudantes, por volta das 10h saíram
em marcha e entraram na Avenida Vitorino Freire, nas proximidades da rotatória
do Bacanga, local onde acontece o desfile oficial. Um destacamento da Policia
Militar agrediu e dispersou os manifestantes com bombas lacrimogêneas e spray
de pimenta, prenderam o jornalista Ramon Alves e outros militantes, que foram
impedidos de exercer o direito de manifestação. Distribuíram um manifesto
intitulado Queremos outros quatrocentos! Em contraponto as comemorações de 400
anos de São Luis.
Vídeo: http://youtu.be/YLoTrhL1rvQ
Atenção Articuladores:
Lembramos: Estamos no aguardo das noticias de como foi o Grito na sua
cidade, mande fotos, vídeos e materiais que tenham saído na imprensa local até
05 de Novembro de 2012.
**Este material é para construirmos o próximo jornal do Grito com as
noticias dos Gritos acontecidos, bem como, o DVD do 18º Grito.
Agende-se
- Dia 13/12/2012 – Reunião de preparação ao Encontro Nacional de
Articuladores em 2013, às 9:30, na secretaria nacional.
- Dia 21/02/2013 -
Reunião Coordenação Nacional do 19º Grito, momento onde iremos decidir o
lema, eixos, cartaz e objetivos do Grito:
***Enviem sugestões!! Para que todos possamos participar da
construção e decisão do lema do próximo Grito, ainda neste ano ou até
14/02/2013.
- Dias 26 a 28/04/2013 - 15º Encontro Nacional de
Articuladores/as do Grito, local São Paulo/SP.
****Organizem suas agendas reservando a data.
Expediente
Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos Tel.
(11) 2272-0627.
Ari José Alberti, Karina da Silva Pereira
Correio eletrônico: / gritonacional@terra.com.br / www.gritodosexcluidos.org
Ecos do Grito nº 182
ECOS DO
GRITO
Informativo
nº. 182
–
Novembro/2012
“Queremos um Estado a serviço da nação, que garanta
direitos a toda população!”
Olá companheiros/as que animam o Grito dos/as
Excluídos/as!
Continuamos a socialização das noticias
que estão chegando à secretaria, dos gritos acontecidos pelo Brasil.
Ecos de Gritos da região NORDESTE – quarta parte
Natal/RN: As atividades do grito tiveram início
no dia 01/09, um debate com a participação dos professores da UFRN, César
Sanson e Íris Oliveira, a discussão sobre o tema "Queremos o estado a
serviço da nação, que garanta direitos a toda população!", realizado no
auditório do IFRN Cidade Alta. A partir das 15h, o padre Antônio Murilo de Paiva
debateu o "Olhar teológico sobre o Estado". Dia 06/09, das 18h às
21h, na igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima, em Parnamirim, o Grito dos
Excluídos realizou uma celebração com o arcebispo Dom Jaime Vieira Rocha e o
padre Antônio Murilo, pároco da cidade, a seguir teve uma vigília reflexiva,
com apresentações de musicais, teatro sobre as questões sociais. Em seguida
aconteceu uma encenação sobre o extermínio de jovens, e uma apresentação sobre
a história do Grito, fizeram uma homenagem ao Pe. Sabino Gentille, já falecido,
que era o responsável pela pastoral operária e homenagearam o ex-arcebispo Dom
Antonio Costa. Seguiram-se algumas falas sobre a garantia de direitos.
Encerraram as atividades com uma apresentação musical para externar o
sentimento de luta. Dia 07/09, o Centro Acadêmico de Medicina da Universidade
Federal promoveu uma marcha em defesa da saúde, a concentração foi na
Assembleia Legislativa. O encerramento foi na Praça Cívica, finalizando o
desfile do dia da pátria.
Mossoró/RN: Dia 07/09, cerca de 400 pessoas,
se concentraram ao lado do Ginásio de Esporte Pedro Ciarlini,
entraram às 08h20 no desfile cívico após os escoteiros. Não permitiram a
entrada do carro de som. Animados com megafones, palavras de ordem e muita
animação ao toque do grupo pau e lata, batucada feminista, músicas de sonhos e
libertação, símbolos, alegria da juventude, nossas bandeiras de lutas, com a
presença dos companheiros do MST na a luta pela terra e dignidade social,
a comunidade do Tranquilim com o grito por moradia, o grito dos agricultores
familiares de Apodi contra o projeto de morte do agronegócio, o grito contra os
agrotóxicos, o grito da juventude, o grito da educação, o grito dos/as
comerciários/as contra abertura do comércio aos domingos, o grito contra o
desrespeito aos seres humanos, o grito da cultura, o grito da comunidade
do Jucuri, o movimento sindical, movimento de mulheres, movimento dos artistas
populares, marcha mundial das mulheres, ACF,CPT, STTRs de Apodi, Fetam,
Sindiserpum, Secom, Comem, Gedic, Sindhoteleiros, Sintrahpam e a Pastoral
Operária. Ao
chegarem em frente ao palanque, pararam e apresentaram as faixas do grito
contendo as reivindicações, realizaram ciranda, protestando pela falta de
compromisso dos governos e do estado pelos direitos de cidadania. Continuaram a
marcha do grito, sendo impedido o carro de som de entrar no local onde iríamos
fazer o encerramento. Outro protesto, repudiando atitude da polícia e da
organização da prefeitura. Seguiram na Avenida Alberto Maranhão onde realizaram
uma parada em frente às lojas americanas protestando contra o desrespeito aos
comerciários/as em abrir no feriado. Encerraram a marcha do Grito na Associação
das Comunidades Fraternas, com uma confraternização aos participantes, serviram
uma feijoada e música nordestina.
Alguns depoimentos: Rayane Andrade, da equipe de
divulgação, disse: “Mas são nosso gritos: O grito por moradia da comunidade do
Tranquilim, grito do Jucuri, Grito da Educação, Grito dos Agricultores, dos
desempregados, da juventude e o grito das familias de Apodi contra o projeto do
Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), que ameaça expulsar
famílias para beneficiar empresas do agronegócio”. Carlos Antonio da Silva, da
organização do Grito disse: “O que queremos é uma sociedade fraterna e
igualitária, e este ano estamos questionando o papel do Estado, para que este
esteja a serviço das necessidades básicas da população, e não movido pelo lucro
e pela acumulação de capital.”
Noticia e fotos: http://www.gazetadooeste.com.br/mossoro-veja-imagens-do-desfile-de-7-de-setembro-em-mossoro-4306
Parelhas/RN:
Dia 07/09, a concentração foi na Cooperativa de agricultores familiares
do Seridó, onde iniciaram com uma celebração da Palavra e em seguida saíram em
caminhada pelas ruas da cidade até o CAIC Mauro Medeiros, onde tiveram
apresentações culturais do grupo “Bau Nordestino, grupo de Violões (composto
por crianças), participação de dois grupos de catadores de material reciclado
de Caicó e da cidade, aconteceu apresentações de peças de teatro. Encerraram a
atividade com uma bonita partilha.
Atenção Articuladores:
Lembramos: Estamos no aguardo das noticias de como foi o Grito na sua
cidade, mande fotos, vídeos e materiais que tenham saído na imprensa local até
05 de Novembro de 2012.
**Este material é para construirmos o próximo jornal do Grito com as
noticias dos Gritos acontecidos, bem como, o DVD do 18º Grito.
Agende-se
- Dia 13/12/2012 – Reunião de preparação ao Encontro Nacional de
Articuladores em 2013, às 9:30, na secretaria nacional.
- Dia 21/02/2013 -
Reunião Coordenação Nacional do 19º Grito, momento onde iremos decidir o
lema, eixos, cartaz e objetivos do Grito:
***Enviem sugestões!! Para que todos possamos participar da
construção e decisão do lema do próximo Grito, ainda neste ano ou até
14/02/2013.
- Dias 26 a 28/04/2013 - 15º Encontro Nacional de
Articuladores/as do Grito, local São Paulo/SP.
****Organizem suas agendas reservando a data.
Expediente
Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos Tel.
(11) 2272-0627.
Ari José Alberti, Karina da Silva Pereira
Correio eletrônico: / gritonacional@terra.com.br / www.gritodosexcluidos.org
Ecos do Grito nº 181
ECOS DO
GRITO
Informativo
nº. 181
–
Novembro/2012
“Queremos um Estado a serviço da nação, que garanta
direitos a toda população!”
Olá companheiros/as que animam o Grito dos/as
Excluídos/as!
Continuamos a socialização das noticias
que estão chegando à secretaria, dos gritos acontecidos pelo Brasil.
Ecos de Gritos da região NORDESTE – terceira parte
Recife/PE: Na semana da pátria realizaram
pré-gritos, onde expressaram o Grito das Mulheres, O Grito pela saúde, Grito
pela educação, Grito contra a criminalização da luta. Dia 07/09, às 9h,
concentração do Grito na Praça Osvaldo Cruz, reuniu milhares de pessoas de
aproximadamente 25 organizações sociais, pela Av. Conde de Boa Vista. O
encerramento foi na Praça do Carmo. O Grito foi muito forte e bonito contou com
ampla participação popular, movimentos e pastorais sociais reivindicando:
saúde, educação, direito de greve, etc. Foram feitas manifestações contra a
corrupção, contra a violência praticada sobre jovens, mulheres e contra a
privatização. Também houve ato em defesa do voto consciente. Foi muito
significativa a participação de grupos, comunidades, jovens, pastorais sociais.
O movimento social participou com muita expressão. Dentre os gritos chamou
atenção as carroças dos catadores com cartazes dizendo: “Feirão do Imposto.
Tirem a mão do meu bolso!”. Alguns depoimentos: Silvia Dantas do Fórum de
Mulheres disse: “ Estamos aqui para reivindicar direitos iguais. Enquanto uma
mulher morre vítima de violência, miséria ou fome, estaremos
lutando”.Valmir Assis, do Fórum Dom Hélder Câmara, disse: “O estado se
apropria de meios para dizer à sociedade que as lutas são criminosas. Estamos
aqui dizendo, há dezoito anos, que ainda não somos independentes”. Estão
preparando um seminário do pós grito, para o dia 24/11.
noticia:
http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2012/09/07/grito-dos-excluidos-reune-manifestantes-no-centro-do-recife-55428.php
noticia: http://noticias.rbc1.com.br/cidades/15078/o-grito-dos-excluidos-mais-uma-vez-toma-as-ruas-do-recife.html
noticia: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/grito-dos-excluidos-reune-milhares-de-pessoas-em-recife
noticia: http://www.leiaja.com/politica/2012/grito-dos-excluidos-reune-dezenas-de-pessoas-no-recife
noticia: http://radiojornal.ne10.uol.com.br/2012/09/07/grito-dos-excluidos-reune-movimentos-sociais-em-protesto-no-recife/
noticia: http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=47958
noticia: http://noticias.rbc1.com.br/cidades/15078/o-grito-dos-excluidos-mais-uma-vez-toma-as-ruas-do-recife.html
noticia: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/grito-dos-excluidos-reune-milhares-de-pessoas-em-recife
noticia: http://www.leiaja.com/politica/2012/grito-dos-excluidos-reune-dezenas-de-pessoas-no-recife
noticia: http://radiojornal.ne10.uol.com.br/2012/09/07/grito-dos-excluidos-reune-movimentos-sociais-em-protesto-no-recife/
noticia: http://www.folhape.com.br/blogdafolha/?p=47958
Bom Conselho/PE: Dia 07/09, foi realizado a
Celebração Eucarística na Igreja do Convento, onde os presentes puderam dar o
seu grito. O grito na cidade foi realizado pela 3ª vez. A Jufra ajudou no
processo de informação e mobilização para o dia do Grito.
Pesqueira/PE: Dia 06/09, às 19h, o grito iniciou com a celebração
eucarística, na Catedral de Santa Agueda, onde no ofertório entraram as
comunidades dos capoeiristas quilombolas, os índios Xukuru e jovens da
comunidade para mostrar a miscigenação. Os jovens da Juventude franciscana
entraram com a bandeira do Brasil. Após toda a comunidade seguiu em
caminhada até o bairro do Prado, onde ao longo do trajeto realizaram 4 paradas,
a primeira foi em frente a Cáritas Diocesana, aí refletiram o tema “Agua fonte
de vida”. Convivência com o semiárido. Na ocasião a coordenadora da Caritas,
Neilda Pereira, apresentou a campanha Não Troque seu voto por água, que tem a
finalidade de combater a troca de votos por carros pipa, dinheiro e outros
benefícios em período de campanha eleitoral. Segunda parada em frente ao
Convento dos Franciscanos, com o tema “Vida no Planeta", houve a
apresentação de uma coreografia do tema ecológico pela Juventude Franciscana,
com o Cântico do Irmão Sol e distribuíram ervas medicinais. A terceira parada
foi em frente à escola Estadual Prof. Arruda Marinho, com o tema: Educação para
a vida”, violência/trânsito, organizada pela Paróquia Cristo Rei, os
alunos fizeram uma apresentação sobre a educação. A quarta parada ocorreu em
frente a capela do hospital, onde o tema foi “Vida e Saúde”, Ecologia, e na
parada o Padre Luiz Carlos benzeu as ervas e falou sobre saúde. Os
manifestantes foram para a Academia das Cidades, com o tema “Ciranda da Vida”,
encontro, partilha e solidariedade, onde teve a apresentação da dança do
Toré com os índios Xukuru, o grupo de capoeira e com os quilombolas. Encerraram
o grito com uma benção final, oração do Cristão na Política e partilhando um
lanche comunitário.
fotos no Flickr: http://www.flickr.com/photos/caritaspesqueira/sets/72157631502958170/
.
João Pessoa/PB: o processo de construção do grito começou mais tarde do que em outros
anos, mas importante esta metodologia. Dia 06/09, o grito tomou as ruas
do centro da cidade, destaque a participação do Povo Tabajara, pois a luta dos
trabalhadas se tornou a luta da cidade. O grito contou com a participação de
várias caravanas de outras cidades. E a diversidade de grupos e movimentos
continua sendo um traço forte, contando com o Movimento LGBT, indígenas,
mulheres, ambientalistas, estudantes. E outros, onde reivindicaram os direitos
humanos, étnicos, sociais e a liberdade sexual.
Guaraíba/PB: Dia 06/09, realizou uma passeata pelas ruas da cidade.
Campina Grande/PB: Dia 07/09, realizaram apresentações culturais. A pauta é a política de
desenvolvimento da cidade, a saúde, e os temas da campanha da fraternidade.
Atenção Articuladores:
Lembramos: Estamos no aguardo das noticias de como foi o Grito na sua
cidade, mande fotos, vídeos e materiais que tenham saído na imprensa local até
05 de Novembro de 2012.
**Este material é para construirmos o próximo jornal do Grito com as
noticias dos Gritos acontecidos, bem como, o DVD do 18º Grito.
Agende-se
- Dia 13/12/2012 – Reunião de preparação ao Encontro Nacional de
Articuladores em 2012, às 9:30, na secretaria nacional.
- Dia 21/02/2013 -
Reunião Coordenação Nacional do 19º Grito, momento onde iremos decidir o
lema, eixos, cartaz e objetivos do Grito:
***Enviem sugestões!! Para que todos possamos participar da
construção e decisão do lema do próximo Grito, ainda neste ano ou até
15/02/2013.
- Dias 26 a 28/04/2013 - 15º Encontro Nacional de
Articuladores/as do Grito, local São Paulo/SP.
****Organizem suas agendas reservando a data.
Expediente
Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos Tel.
(11) 2272-0627.
Ari José Alberti, Karina da Silva Pereira
Correio eletrônico: / gritonacional@terra.com.br / www.gritodosexcluidos.org
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Seca no Nordeste causa migração 'fora de hora' ao interior paulista
30/10/2012 - 04h40
Seca no
Nordeste causa migração 'fora de hora' ao interior paulista
JULIANA COISSI
ENVIADA A GUARIBA E PONTAL (SP)
ENVIADA A GUARIBA E PONTAL (SP)
Os planos para 2012 já estavam traçados na cabeça de Antonio
Romárcio Pereira, 24. Ele iria ajudar o pai e os quatro irmãos mais velhos na
colheita do milho e do feijão na terra onde a família vive, em Ipiranga do
Piauí (PI).
O caçula estava disposto a não tomar o caminho até o interior de
São Paulo, como havia feito nos últimos quatro anos, para cortar cana.
Mas a chuva --na verdade, a completa falta dela-- arruinou a colheita e o colocou na rota dos canaviais paulistas.
A seca histórica no Nordeste, a pior dos últimos 50 anos, tem empurrado Pereiras e outros "fugitivos" para diversas cidades paulistas, que estão em plena safra da cana-de-açúcar, e até para outros Estados."A seca está esparramando muita gente pelo Brasil afora", diz o padre Antonio Garcia Peres, coordenador nacional de temporários rurais da Pastoral do Migrante, ligado à Igreja Católica.
Mas a chuva --na verdade, a completa falta dela-- arruinou a colheita e o colocou na rota dos canaviais paulistas.
A seca histórica no Nordeste, a pior dos últimos 50 anos, tem empurrado Pereiras e outros "fugitivos" para diversas cidades paulistas, que estão em plena safra da cana-de-açúcar, e até para outros Estados."A seca está esparramando muita gente pelo Brasil afora", diz o padre Antonio Garcia Peres, coordenador nacional de temporários rurais da Pastoral do Migrante, ligado à Igreja Católica.
Atualmente, cerca de 60 mil nordestinos migram a cada ano para o
norte e nordeste de São Paulo, segundo a pastoral. A maioria trabalha com a
cana, mas a construção civil já atrai 20% dessa mão de obra.
Na região de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), o maior
volume chega nos primeiros três meses do ano para garantir o emprego nas usinas
de cana, cuja safra começa em abril. E a volta à terra natal só ocorre no fim
do ano.
Neste ano, porém, segundo Peres, há migrantes "fora de
hora", que chegaram em maio, junho, julho e até agosto. Boa parte, como o
piauiense Pereira, foi forçada pela seca.
Não há contagem oficial de quantos são esses temporões.
Em Botuporã, cidade baiana de 11.154 habitantes, saíam no meio do
ano passado de dois a três ônibus com migrantes toda segunda-feira. Nesta
metade de ano, são cinco a sete ônibus, diz a irmã Lucia Antonia Bonk, da
pastoral em Botuporã.
COBERTOR E ENXOVAL
Na ponta de chegada, cidades canavieiras de São Paulo, como Pontal
(351 km de São Paulo), já sentem o impacto.
"Quando eles vêm na época de contratação, as usinas dão plano
de saúde. Mas, depois, fica por conta da rede de saúde da prefeitura",
afirma o prefeito Antonio Frederico Venturelli Junior (PSD).
Em meados deste ano, a prefeitura socorreu famílias carentes,
muitas delas migrantes, com 300 cestas básicas por mês. Na mesma época, em
2011, as cestas eram metade.
E não só comida: em Pradópolis (315 km de São Paulo), a prefeitura
tinha, até março, 2.300 cadastrados para receber cesta básica, cobertores, gás,
remédios e até enxoval de bebês. Hoje, já são 3.000.
Cícera Gomes Siqueira, 30, de Timbiras (MA), chegou há dois meses
a Guariba (337 km de São Paulo) com os quatro filhos. Todos já estão na escola
da prefeitura.
O marido, Domingos Teixeira Lima, 45, veio na frente, no final de
março. Adiou a decisão de deixar para trás a roça de arroz o quanto pode, mas,
neste ano, nada colheu.
"É ruim, porque a gente fica pensando no futuro dos filhos.
Trouxe eles porque não tinha como ficarem lá com a seca."
Mercado exigente exclui
migrantes, afirma professor
DE RIBEIRÃO PRETO
As dificuldades enfrentadas pelos
migrantes do Nordeste e do norte mineiro não terminam quando deixam a seca para
trás e chegam às cidades canavieiras paulistas.
É comum para muitos deles a situação de
não encontrarem emprego no campo ou na cidade pela falta de qualificação
profissional, afirma o economista Francisco José da Costa Alves, professor da
UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e pesquisador de migração.
Essa capacitação maior do trabalhador
tem sido exigida, por exemplo, na construção civil, afirma o economista.
Há mais demanda para funções como
ladrilheiro e carpinteiro, que exigem mais especialização, e menos para
ajudante de pedreiro, que é uma atividade para os iniciantes.
"Por conta dessa qualificação e da
safra, que já está indo para o seu final, se não encontram emprego, eles
sobrecarregam os parentes com quem estão hospedados."
A situação acaba por provocar, afirma
Alves, uma segunda exclusão.
"A primeira foi provocada pela
seca, e, aqui [no interior paulista], pela incapacidade do mercado de trabalho
em absorvê-los", comenta.
Para as cidades que recebem os
migrantes, um dos impactos na rede pública é o de sobrecarregar os serviços de
saúde, de assistência social e de creches e escolas.
Por outro lado, afirma o docente, um
aspecto positivo é que essa população flutuante acaba por movimentar a economia
de mercados e de pequenos comércios das redondezas. (JC)
ANÁLISE
A natureza não é a
responsável pela fuga dos nordestinos
MARIA APARECIDA DE MORAES SILVA
ESPECIAL PARA A FOLHA
ESPECIAL PARA A FOLHA
Em 1977, ao prefaciar Elegia para uma
re(li)gião, o professor Francisco de Oliveira, em sua arguta análise, utiliza o
termo nordesterrados com o intuito de revelar não apenas as circunstâncias
históricas, geográficas, políticas e sociais da "região" Nordeste,
como também para (re)significar a vida cigana de vaivéns constantes de milhares
de pessoas que se deslocam, sobretudo, para a "região" Sudeste do
país.
Acompanhando a história do
desenvolvimento do capitalismo em São Paulo, observa-se que, desde o final da
escravidão, houve a presença de trabalhadores migrantes do Nordeste, chamados
nacionais, para diferenciá-los dos estrangeiros - italianos, espanhóis,
alemães, japoneses, dentre outros.
Enquanto estes últimos eram empregados
como colonos nas fazendas cafeeiras, os primeiros desempenhavam as perigosas
tarefas de "limpeza" do terreno, isto é, derrubada das matas naturais
e matança dos povos indígenas, primeiros habitantes do território paulista.
Assim, se consubstanciou o processo de
formação das fazendas cafeeiras nas primeiras décadas do século 20. Na
sequência, os nacionais foram contratados como camaradas -trabalhadores avulsos
-que realizavam outros serviços, como roçada de mato, construção de cercas etc.
Com o surgimento das grandes usinas
sucroalcooleiras, nos finais de 1950, em virtude do declínio sucessivo das
fazendas de café e do colonato, intensifica-se a demanda de força de trabalho,
principalmente, para o corte manual da cana de açúcar.
A partir de então, milhares de
nordestinos, além dos mineiros do Vale do Jequitinhonha, aportam-se aos
canaviais paulistas, na condição de migrantes temporários. Após o final da
safra, regressam aos seus lugares de origem, para, no ano seguinte, reiniciarem
a mesma caminhada.
Esse vaivém de centenas de milhares de
pessoas, durante mais de 60 anos, caracteriza-se pelo processo de migrações
permanentemente temporárias. São eternos migrantes, ciganos e desterrados.
Nos últimos anos, em razão da
intensificação da mecanização do corte da cana, tem havido mudanças dessas
rotas migratórias. Quem não consegue trabalho nas usinas paulistas dirige-se a
outros Estados ou à construção civil.
Sem sombra de dúvidas, nos períodos de
seca agrava-se a situação econômica, mormente, dos camponeses que ainda possuem
pequenos lotes de terra no semiárido nordestino. A saída é um verdadeiro êxodo
em busca da sobrevivência. No entanto, não é a natureza a responsável pela
partida/fuga, e sim as condições históricas e estruturais dessa
"região" pobre que alimenta a riqueza da outra "região".
Por mais de um século, os severinos aqui chegam e daqui partem.
MARIA APARECIDA DE MORAES
SILVA é socióloga, professora livre docente da Unesp de Araraquara
e do curso de pós-gradução em sociologia da UFSCar; pesquisa sociologia rural e
migração
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Ecos do Grito nº 180
ECOS DO
GRITO
Informativo
nº. 180 –
Outubro/2012
“Queremos um Estado a
serviço da nação, que garanta direitos a toda população!”
Olá companheiros/as que animam o Grito dos/as
Excluídos/as!
Continuamos
a socialização das noticias que estão chegando à secretaria, dos gritos
acontecidos pelo Brasil.
Ecos de Gritos da região NORDESTE – segunda parte
Aracaju/SE: Dia 07/09, às 9h, a concentração do Grito
foi na Praça Olimpio Campos, ao lado da Catedral, onde foram realizados vários
atos como: apresentações teatrais com a temática da violência contra as
mulheres e jovens. Manifestações dos estudantes em defesa da saúde pública,
gratuita e de qualidade. Manifestações em defesa da população de rua.
Manifestação contra a falta de segurança e combate às drogas e homicídios.
Cantorias em defesa da reforma agrária e soberania alimentar. Manifestação em defesa da saúde pública de
qualidade, etc.. Realizaram a celebração do Grito. Participaram das atividades
cerca de 6 mil pessoas.
Maceió/AL: Dia 07/09, a concentração do Grito foi às
9h, na Praça Sinimbú, com oficinas de cartazes e faixas, além intervenções
artísticas e politicas, o bloco do Grito entrou logo após o desfile oficial, na
Praia da Avenida, participaram diversas entidades, movimentos, sindicatos e
pastorais. Depoimento de Rosangela
Santos, do Movimento Popular de Saúde (Mops): “A gente não podia deixar
passar em branco esse 7 de setembro e dizer para a sociedade civil, para
todos/as os/as trabalhadores/as que esse dia não é uma data civil a ser
comemorada, mas é uma data de luta e que ainda falta muito para conquistarmos
essa independência e essa liberdade”. Outro depoimento, Maria Inês Marcelino da Rede
Educação Cidadã:
“ Em todo Brasil esse é um dia de luta,
um dia de mostrar nossa indignação com essa sociedade capitalista e gritar por
uma sociedade, de fato, democrática, participativa e popular”.
Vídeo: http://youtu.be/gr_1WvLEzl
Arapiraca/AL:
Dia 07/09, a
manifestação do Grito reuniu cerca de 200 pessoas ligadas a diversas,
entidades, movimentos e pastorais, iniciaram com a celebração da palavra pelo
monsenhor Jose Nete onde acolheu os presentes com a frase: “‘Entrem meus irmãos por que a casa de Deus é casa de todos os
revolucionários por que Jesus foi revolucionário como vocês e por causa disso
que ele morreu é por isso que estamos aqui para começar a construir o Brasil que
queremos, ressaltou
o religioso ’’. Ao termino da celebração, saíram em marcha pelas ruas de
Arapiraca, gritando palavras de ordem, ao chegar próximo ao desfile oficial a
sociedade arapiraquense acolheu com aplausos de apoio ao Grito. Gritaram por uma Alagoas que garanta aos seus
filhos: terra, trabalho, segurança, saúde e educação de qualidade e dignidade.
Palmeira dos Índios/AL: Dias 05
e 06/09, realizaram a II Plenária do Grito,
onde realizaram um estudo da realidade e a temática do grito. Dia 07/09, a
concentração do Grito foi na Praça do chafariz onde as comunidades se
encontraram com muita dança, canto, toré do Povo Xukuru Kariri, banda de pífano
do Alto do Tamanduá, e acolhidas por lideranças locais após a benção do Bispo
Dom Dulcenio, saíram em caminhada pelas
ruas da cidade, cerca de 500 trabalhadores do campo e da cidade dos municípios
de Estrela de Alagoas, Igaci, Poço das Trincheiras,
Cacimbinhas, São Miguel dos Campos, Capela, Delmiro Gouveia. Ao longo do
trajeto entregaram à população carta política da Plenária do grito e da
campanha Nacional contra os agrotóxicos à perfeita da cidade. Com muitas
faixas, cartazes, bandeiras, simbologia das lutas, apresentações culturais e
teatrais. Encerram o ato na Praça São Pedro, onde aconteceu uma celebração
ecumênica e benção de envio às
comunidades.
Penedo/AL: Dia 15/09, foi realizado no convento Santa Maria dos
Anjos, o momento formativo referente ao 18º Grito, a Fraternidade Instrumentos
da Paz, da JUFRA, promoveu o encontro, onde foram convidados os quatro grupos
de jovens da cidade: TLC, Servos de São José, Segue-me e ABJ (Amigos do Bom
Jesus), para que juntos pudessem fazer a reflexão do tema do Grito. O estudo se
baseou na cartilha preparado pela Equipe do Grito do Vale do Jaguaribe-CE.
Durante o Encontro, foram usadas três palavras para fazer a montagem de um
mural: Segurança, Saúde e Educação, os grupos utilizaram a criatividade para
transferir o que pensavam sobre os temas, mostrando assim o Estado, o País que
queriam, ou seja, um Estado a serviço da nação. Com o material do encontro
montaram um mural, que será exposto no dia 15/11, na Praça Barão do Penedo, em
frente à Câmara e à Prefeitura da cidade, como um sinal do Brasil que nós
queremos.
União dos Palmares/AL: Dia 07/09, a
Juventude Franciscana, PJMP e Pastoral da Criança, organizaram o Grito. A
concentração do Grito foi na Praça Castelo Branco, em frente a Palmarina Cross,
local que antes servia par aos desabrigados da última enchente. Foram para a
Igreja Matriz onde encerrou-se a caminhada com a Santa Missa, teve a
participação das pastorais sociais, movimentos sociais e atingidos pelas
enchentes. Dentre as reivindicações, destacou-se em três paradas, a primeira
foi em frente ao Batalhão da Polícia Militar, que abordou o tema da violência
no município; segunda foi em frente a Pró reitoria da Universidade Estadual de
Alagoas, levantando a questão da precarização da educação, e a terceira em
frente a Câmara dos Vereadores, onde questionaram o valor do voto e a
importância de eleger pessoas comprometidas com as políticas públicas do
munícipio. Realizaram apresentações teatrais ressaltam as amarras que estamos
presos com a antiga política de coronelismo.
O grito aconteceu ainda nas cidades de:
Estrela de Alagoas, Igaci, Poço das Trincheiras, Cacimbinhas, São Miguel dos
Campos, Capela, Delmiro Gouveia.
Atenção Articuladores:
Lembramos: Estamos
no aguardo das noticias de como foi o Grito na sua cidade, mande fotos, vídeos
e materiais que tenham saído na imprensa local até 05 de Novembro de 2012.
**Este
material é para construirmos o próximo jornal do Grito com as noticias dos
Gritos acontecidos, bem como, o DVD do 18º Grito.
Agende-se
- Dia 13/12/2012 – Reunião de preparação
do Encontro Nacional de Articuladores, às 9:30, na secretaria nacional.
- Dia 21/02/2013 - Reunião Coordenação Nacional do 19º Grito, momento onde iremos decidir o lema,
eixos, cartaz e objetivos do Grito:
***Enviem sugestões!! Para que
todos possamos participar da construção e decisão do lema do próximo Grito.
- Dias 26 a 28/04/2013 - 15º Encontro Nacional de Articuladores/as do
Grito, local São Paulo/SP.
****Organizem
suas agendas reservando a data.
Expediente
Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos Tel.
(11) 2272-0627.
Ari José Alberti, Karina da Silva Pereira
Correio eletrônico: / gritonacional@terra.com.br / www.gritodosexcluidos.org
facebook – gritodosexcluidos / blog – www.gritoexcluidos.blogspot.com.br.
Ecos do Grito nº 179
ECOS DO
GRITO
Informativo
nº. 179 –
Outubro/2012
“Queremos um Estado a
serviço da nação, que garanta direitos a toda população!”
Olá companheiros/as que animam o Grito dos/as
Excluídos/as!
Continuamos
a socialização das noticias que estão chegando à secretaria, dos gritos
acontecidos pelo Brasil.
Ecos de Gritos da região NORDESTE – primeira parte
Salvador/BA: Dia 07/09, a concentração do Grito foi em
frente ao Teatro Castro Alves, cerca de 150 mil pessoas, tomaram as ruas logo
após o desfile oficial, com participação e mobilização das pastorais sociais e
movimentos, muitos partidos políticos aproveitaram para seguir os caminhões e a
multidão do Grito, há destaque para as manifestações em defesa da mulher
marginalizada, e, em defesa da população de rua. Houve adesão do movimento e da PM ao Grito, enceraram o Grito em frente a
Praça Castro Alves.
Cipó/BA: Dia 07/09, a população foi a
rua dar o seu grito, o STR participou pela 1ª primeira vez além do MST e dos
representantes das comunidades e dos grupos como o Terço dos Homens e o Grupo
Restauração.
Ilhéus/BA: Dia 07/09, o Grito
reuniu as 14 paróquias da cidade, entraram pela Av. Soares Lopes, logo após o
desfile oficial, para a uma só voz Gritarem a realidade e a conscientização
política, onde advertiram o povo quanto as suas responsabilidades na escolha
dos candidatos. E ainda cobraram justiça pelo assassinato de Genilce Pereira dos
Santos, agricultora e liderança comunitária, que morreu em um assentamento da
cidade, onde distribuíram um manifesto ao longo da caminhada. Alguns cartazes diziam: "Cobre os antecedentes criminais
do seu candidato, faça valer a ficha limpa",
http://aguilho-tina.blogspot.com.br/2012/09/grito-dos-excluidos-cobra-antecedentes.html.
Itabuna: Dia 06/09, realizou coleta de
assinaturas em defesa da saúde pública, na Praça Adami. Dia 07/09, a concentração foi no Jardim do “O”, às 9h, onde a
atividade teve início com a coleta de assinaturas da campanha pela saúde pública e a distribuição
do panfleto construído coletivamente pelas entidades organizadoras contendo
denúncias contra a situação de violência, corrupção e descasos com a saúde e
educação, cerca de 10 mil panfletos foram distribuídos. Após o desfile oficial o Grito entrou na
Avenida do Cinquentenário com palavras de ordem, apitos, panelas vazias, latas,
nariz de palhaço, faixas, banners, cartazes, convidando a população a se juntar
ao bloco do grito. O Grupo Encantarte ministrou uma oficina de lata em plena
avenida e denunciou a discriminação racial destacando o grande número de
assassinatos contra jovens negros na cidade e a falta de políticas públicas,
com foco na socialização dos jovens por meio da cultura, esporte, lazer e
recreação. A Casa dos Obesos de Itabuna, denunciou o descaso em que a
Prefeitura vem tratando a situação de diversas pessoas que necessitam das
cirurgias bariátricas e estão impedidas de realizá-las por falta de pagamento
da equipe medica, deixando estas pessoas em situações complicadas. Foi
denunciado ainda o uso indiscriminado de agrotóxicos, os interesses do
agronegócio e os enormes perigos que eles significam para a população foi
denunciado pelo Levante Popular da Juventude. Ainda gritaram contra a violência e a corrupção
na cidade. NÃO, NÃO, NÃO À VIOLÊNCIA E À CORRUPÇÃO. Em várias paradas esta
chamada foi feita e acompanhada por todos aqueles que estavam nas calçadas, em
frente ao palanque oficial, onde se encontravam diversas autoridades municipais
este grito ecoou ainda mais forte no meio dos sons das panelas, latas, apitos
que os participantes levaram para a avenida. E a repercussão das denúncias
feitas pela manifestação grito foi até o dia 10/09, foram abordadas nas rádios,
blogs, sites e por diversos cidadãos e cidadãs itabuneses.
Petição pública: http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=saude12
Itapetinga: Dia
06/09, realizaram a celebração do Grito na Igreja Matriz São José, com
todos os movimentos e pastorais, com
muitos cantos, alegria e dança o momento trouxe as lutas e a fé do povo,
enriquecendo a liturgia com elementos da cultura afro brasileira, resgatada
pelas Cebs.
Dia 07/09, logo após o desfile oficial da cidade, o
grito saiu na Praça principal, com a presença ativa das pastorais, sindicatos,
movimentos sociais, levando os gritos e reivindicações do povo. Dentre os
gritos destaca-se os protestos contra a corrupção na política, conscientização
do eleitor, denúncias de desvio de recursos públicos, o desemprego e a campanha
contra as drogas e o extermínio de jovens. Ao final da caminhada todos os
participantes colocarem-se em frente a Prefeitura municipal, onde estavam
presentes as autoridades locais. A população com faixas, cartazes e carro de
som cantaram uma música alertando para a situação do Rio Catolé, principal
fonte hídrica da cidade, que se encontra ameaçado. Foi disponibilizado recursos
para a construção de uma barragem em sua nascente, o que tem gerado preocupação
na população local, que há anos tem cobrado através do grito políticas públicas
e um projeto para revitalização e recuperação do Rio. O grito na cidade é
realizado pela 16ª vez.
Jequié/BA: Dia 07/09, o Grito sai às ruas da cidade, com a
participação de movimentos e pastorais sociais, juventude franciscana, para
denunciar o descaso do poder público local com o sistema de saúde e a falta de
política voltada para juventude. O grito foi encerrado em frente ao palanque onde
estavam presentes as autoridades municipais e estaduais, os manifestantes
fizeram a leitura das faixas e reivindicações e as autoridades escutaram as
diversas reivindicações dos movimentos sociais.
Mundo Novo/BA: Dia 07/09, realizaram a missa do Grito,
onde os participantes deram seu grito, destacando as dificuldades que passam as
famílias da comunidade, a situação da saúde pública, os salários baixos de
muitos profissionais e a situação dos professores que estavam em greve há mais
de 2 meses, pois o gestor municipal não repassou o reajuste do governo federal.
Encerraram a celebração com o poema “A sociedade do bem viver”, recitado pelo
grupo de crianças. Este ano não foi possível fazer o trabalho de
conscientização nas escolas com os alunos, pelo motivo da greve.
Ribeira
do Amparo/BA: Dia 07/09, o grito ecoou pela cidade, com a participação
da grande maioria jovens de 15
comunidades, com encenações a respeito da
violência contra a mulher, da ficha limpa, da politicagem, da compra de votos. Alguns
cartazes continham alguns gritos: A paz é fruto da justiça”, “Sim a campanha da
ficha limpa”, Diga não aos fichas sujas! Ficha limpa para uma Ribeira melhor”,
É inadmissível continuarmos de olhos fechados para corrupção que assola o nosso
pais com o dinheiro público, é preciso acabar com a farra desses que se dizem
políticos”, “... Ao final realizaram uma celebração.
Vitória
da Conquista/BA: Dia 01/09, iniciaram com uma
missa na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, dos Frades Capuchinos, depois saíram em caminhada pelas ruas da
cidade, onde levaram mensagem da Paz e bem a todos, lembrando que os leprosos da atualidade necessitam
de atenção, e deram destaque a CF Fraternidade e Saúde Pública. O Grito foi
encerrado em frente à Catedral Nossa Senhora das Vitórias.
Atenção Articuladores:
Lembramos: Estamos
no aguardo das noticias de como foi o Grito na sua cidade, mande fotos, vídeos
e materiais que tenham saído na imprensa local até 05 de Novembro de 2012.
**Este
material é para construirmos o próximo jornal do Grito com as noticias dos
Gritos acontecidos, bem como, o DVD do 18º Grito.
Agende-se
- Dia 13/12/2012 – Reunião de
preparação do Encontro Nacional de Articuladores, às 9:30, na secretaria
nacional.
- Dia 21/02/2013 - Reunião Coordenação Nacional do 19º Grito, momento onde iremos decidir o lema,
eixos, cartaz e objetivos do Grito:
***Enviem sugestões!! Para que todos
possamos participar da construção e decisão do lema do próximo Grito.
- Dias 26 a 28/04/2013 - 15º Encontro Nacional de Articuladores/as do
Grito, local São Paulo/SP.
****Organizem
suas agendas reservando a data.
Expediente
Secretaria Nacional do Grito dos Excluídos Tel.
(11) 2272-0627.
Ari José Alberti, Karina da Silva Pereira
Correio eletrônico: / gritonacional@terra.com.br / www.gritodosexcluidos.org
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